Umav Ozatroz

rimando, aspirando, transformando

Arquivos da Categoria: Musas

Alvorada

Vem, verte teu calor sobre mim
Tenho frio de gelar ossos
É tanto que nem andar posso
Inerte qual estátua de jardim

Vem, faz de tesouro esse jardim
Folheado a ouro ele jaz nosso
Todas rosas, lírios e lótus
Com a última flor do latim

Vem, canta a meus ouvidos em latim
Ergue tua voz lenta em sonoro
Cântico que, esperançosos
Core nosso sangue carmesim

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Mais uma rodada

Arauto da paz
Pombo voa bem alto
Gavião atrás

 

Sacro uivo lunar
Súplica que, única
Marés faz mudar

 

Dá despedida
Ao coração sem patrão
Vaga perdida

 

Tu és música aos meus ouvidos
Seja quando alegre a cantar
Seja a doçura do teu falar
Ou teus suaves gemidos

 

Triste rosa ultriz
Sem amor foi meretriz
Vida por um triz

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202213

 

Pra que tanta dor?
Morrer de tanto sofrer?
ou viver o amor?

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201346

 

Abro uma champagne
Taças borbulham amor
Que o amor nos banhe

 

Queima como o sol
Deságua como a chuva
Fura o arrebol

Fere  a alma desnuda

http://aloamor.blogspot.com/2011/10/encantos-solares.html

 

A poesia está feita
Com ingredientes certos
Segundo boa receita
Agora um pão te oferto

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202569

 

Aurora

Escuro azul celeste
Folheado pela aurora
Lágrimas nos ciprestes
Luto por sonhos d’outrora

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202339

 

Estilhaços aturdidos
Jogada abandonada
Montou coração partido
Com ele foi premiada

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202296

 

Todo anônimo é valente
Tem sangue real na veia
Quando vê perigo à frente
Vira antônimo e bandeia

 

Bela rosa carmesim
Teu perfume me embriaga
Cura todas minhas chagas
Nem espinhos doem em mim

 

Jardineiro essa rosa tem
Sempre atento a ervas daninhas
Com tesoura da caixinha
Corta logo assim que vem

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202211

 

antes o amor do que qualquer dor
um é opção para o coração
o outro, inevitável condição censurável
mas sem amargor não se almeja doce sabor

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=202054

 

vertente verve
vocifera verdades
vaidade ferve

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201779

 

Há ratos nos meus sapatos*
orelhas cobertas de teias
esses chatos pego no ato
com arteiras ratoeiras

*Titãs, claro

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201992

 

Pelos desejos velejo
Ânsias marítimas íntimas
E nesse ocaso trovejo
Salpicam gotículas ínfimas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201825

 

Como é breve nossa existência
Passando a maior parte dela
Deslumbrados em reverência
À luz de estrelas eternas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201646

 

Deixo pegadas
Minha trilha apagada
Compartrilhada

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201584

 

Lábios cerrados
Coração transbordante
Olhar dançante

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201621

 

Belo recado
Mesmo tristonhos sonhos
Serão amados

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201419

 

Pra que tanta dor?
Morrer de tanto sofrer
ou viver o amor?

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201346

 

Por toda vida
Fez do carinho ninho
Tez aquecida

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201296

 

Assim é o amor
Saudade bate e arde
Ninho combustor

 

Imperfeito amor
Receita que deleita
Sal traz mais sabor

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201271

 

Sacro sepulcro
Pelas lápides versos
Brotam dos sulcos

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=201147

 

ecos de passos
corre a mão no corrimão
adentra o quarto

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=200547

 

flor e raiz
bela a esconder fera
solo e cicatriz

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=200423

 

Guardo todo adeus
Num caixão em meu porão
Chaves só com Deus

 

Sonhos feridos
Cadeados partidos
Choro contido

 

Dedos saudosos
Som de doces delícias
Carícias no tom

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=200403

 

recomeçar de bem com a vida
traz leveza ao caminhar
aspereza nem é sentida
pelos pés a flutuar

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tudo é ilusão
choros, risos e sonhos
pão do coração

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=200056

 

fome nos campos
rostos mortos, jazigo
planto sorrisos

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=199646

 

fermento no pão
massa assada cresce
sabor de paixão

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=199670

 

ventos uivantes
últimas lágrimas
leva adiante

 

a lua ardia
a cotovia canta
o sol levanta

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=199566

 

Suas palavras trazem coragem
Mesmo ao mais sinistro coração
Hesitante em seguir viagem
Recomeça a estrada da paixão

http://aloamor.blogspot.com/2011/09/recomecar.html

 

Não, não morra, não
Morrendo, eu choraria
E teu coração
De novo brotaria

 

Conto de Fadas

Era uma vez uma triste donzela
vítima de uma terrível maldição:
todos que se apaixonavam por ela
logo sumiam, envoltos num clarão.

Temeu por suas vidas e se refugiou:
antes a solidão que matar um amor.
Buscou a mais alta torre e lá ficou,
pranteando para a lua toda sua dor.

Então ouviu correntes e um gemido
de pobre alma que vagava há tempos
por corredores e salões, perdido.

E assim se encontraram: em lamento.
Instantâneo foi o clarão do cupido,
de fantasma cavaleiro fazendo.

 

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Elegia a Dennis Ritchie

Da Informática o latim
Perdeu hoje o seu pai
Pranteando no jardim
Compilador C se vai

Vai triste compilando
Transformando código
Funções se desdobrando
Em baixo nível lógico

Infraestrutura em C
Roda o mundo que se vê
Transformada em práxis

Goste ou não da linguagem
Tem lá suas vantagens
Vida longa nos Unix

 

Dennis Ritchie foi criador da linguagem de programação C e um dos co-criadores do sistema Unix.  Originalmente criada para portar de forma mais fácil o nascente sistema para arquiteturas de máquinas diferentes, sua praticidade e performance a tornaram rapidamente um sucesso em sistemas de infraestrutura.  Unix, Windows, iOS, Android e vários outros foram originalmente escritos em C e várias linguagens partilham de sua sintaxe e idéias.

daqui

Luneta

Alumiar da Lua Cheia
Plácida no céu pálido
Tom menor melancólico
Prateando quem pranteia

Suspirante inspiração
Dos rubores roubados
Por beijos desejados
Para curar coração

Lunetas pelo planeta
Apontam ao despontar
De tua alva faceta

Por temer a dor de amar
Lunático lamenta
Com tumular uivo lunar

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Cavalgada

Cavalos galopavam pelas pradarias
Couro reluzindo os músculos de aço
Sob os fortes cascos o solo tremia
Vale partido pelos ferozes passos

Numa encruzilhada o bando se dividiu
Alguns subiram as encostas das montanhas
Outros arriscaram o vale que as partiu
Por cima ou por baixo valente façanha

Aqueles campos não mais viram tamanha ação
A cavalgada moldou cursos de rios
Rochas partiram pelo solo em depressão

Dos sulcos cravados pelos cascos no solo
Brotaram flores com estranhos desígnios
Fragrância no vento a relinchar consolo

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Lua-de-mel

Brilhava a lua
Moldura nua no céu
Grudada com mel

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Lufada

Sinto a inspiração chegando
Como lufada de vento
Trespassante sentimento
Coração arrebatando

Versos pelo ar a bailar
Carregando teu desejo
Sobrevoam lugarejos
Um coração a procurar

Perdida em um deserto
Árido e seco em ardor
Julga o errado ou certo:

Falecer só de tanta dor
Ou cavar buraco perto?
Mas versos chovem teu amor

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Picadeiro

A expectativa é grande
A platéia está muda
No palco os figurantes
Saem de cena às surdas

É visto de relance
Nariz bola vermelha
Cabeleira ondulante
Roupa larga de ovelha

Presença de elefante
Ladrão de gargalhadas
Brilham qual diamantes

Mas não neste instante
Quando é desmascarada
Paixão por sua amante

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Picnic

À beira da lagoa me sento
O dia ensolarado é propício
Os cabelos esvoaçam ao vento
Meus pensamentos voltam ao início

Vejo-te em saia enluarada
Presa em teu claustro na lonjura
Pelas estrelas emoldurada
Cantando tuas dores para a lua

Cá estou hoje a preparar um picnic
Trouxe bolos, delícias e frutas
A belle paisagem magnifique

Minha morena trará as trufas
Brindaremos com um vinho bem chic
Nosso amor saboroso de uvas

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