Umav Ozatroz

rimando, aspirando, transformando

coadjuvantes insólitos

o terno armani rasgou-se ao catar da calçada o centavo do bolso furado

perdeu um olho mas ganhou invejável corpo ao fazer dieta o caolho gordo

par de olhos tímidos retirou-se para a privacidade de um óculos-de-sol

resmas de papel em revoada acorbertaram a saia que se revoltava

errantes sapatos acertavam os passos rumo a sandálias vagabundas

em círculos pequenos circulava um rumor de que aquela roda não girava bem e tinha tara por pés

o tapete aceitou submisso o suborno da vassoura

duelaram amavelmente até o amanhecer empunhando uma só espada

parede de tijolos passava o tempo com quebra-cabeças no hospício

seu requebrado partiu ao meio o coração enciumado

o colarinho frouxo reclamou ao amigo que, espumando de raiva, matou a sede e as mágoas

o queijo no anzol fisgou quase toda a ninhada daquele mar de merda

uma verve mágica encantava multidões com palavras que a cobiça surda invejava

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