Umav Ozatroz

rimando, aspirando, transformando

Ególatras Anônimos

alinhado aos sulcos nas bordas dos braços fechados o mecanismo da dor girava insone por filigranas colores em curvas tangenciais aos intempestuosos casulos em abandono de vestidos de seda rasgados e repartidos por irmãs recém-convertidas ao templo do consumo em órbitas regulares de olhos vidrados em vidraças sepulcrais para transeuntes blasé disfarçados de clérigos que salpicavam benção a inoportunos ventres alheios ao pensamento disforme do velho que vertia cevada e falava abobrinha sobre nada

ofendeu-se com a ofensiva e ofendeu-os com a defensiva

procurei pelo sentido no cerne de meu ser
doeu
definitivamente sentido

o falatório no refeitório foi servido pelo osório

falanges malignas irrompiam em sua mente cravando idéias sem rumo pela coluna cervical subserviente aos temores de senhores pastores de almas revoltas mumificadas pela mídia devassa do tubo infecto canalizando desventuras por cima de muralhas ombreando jardins ressequidos e remotas lembranças floridas

gorjeou vacilante lá do mato
regojizou exultante o ágil gato

engoliu o ego e arrotou um cego

aportavam a antenas dramas em veleiros por ondas no ar
interferências batiam forte em noveleiros com olhos a borrar

———-
Boteco do Quintana, 26 de Março de 1827

Favor não interpretar, sentir, analisar, desconstruir, criticar, comentar, responder ou enxergar-se no escrito. Grato.

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