Umav Ozatroz

rimando, aspirando, transformando

A flor

A flor que um dia brotou em meu quintal
Murchou, despetalou e faleceu
Restou-me um toco seco cá no breu
Onde antes só se via vegetal

Não sei se foi excesso de meu calor
Que por vezes sufoca toda flor
Ou talvez por chuva de minha dor
Alagando jardim de tanto valor

Pois cá estou eu, debruçado à janela
À duras penas pensando nela
Num toco vendo minha estimada

Seu nome bani do vocabulário
Riscado em meu velho dicionário
Ou no cesto em cartas amassadas

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