Umav Ozatroz

rimando, aspirando, transformando

Perdaedores

Eu tenho um gato
  Com fama de comedor:
  É o terror do roedor,
É morte que vem do mato.

Na surdina, afia as garras.
  Ao menor ruído dispara
  E a vítima nem repara:
Já na boca jaz entre barras.

Brinca, cruel,
  com presa indefesa
Jogada ao céu
  E do chão à dureza.
  Presa por natureza
Prova do fel
  Na vida, em tristeza
E na morte, ao léu.

Cego e furado, já sem amarras
  O gato o devora e retalha,
  Alheio da vida a represália:
Outro felino por trás o agarra.

De feroz caçador de rato
  À caça de maior predador:
  Ganhou fama de perdedor
E tomou no rabo.

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