Umav Ozatroz

rimando, aspirando, transformando

Nem mármore nem os envernizados monumentos

Nem mármore nem os envernizados monumentos
De príncipes sobreviverão a esta poderosa rima;
Mas tu brilharás tanto mais nestes documentos
Que pedra arruinada, pelo depravado tempo ferida.
Quando guerra fútil estátuas derrubar,
E raízes brotarem do trabalho de marcenaria,
Nem ante a espada de Marte ou fogo da guerra a queimar
O registro vivo de tua memória se apagaria.
Frente à morte e toda sorte de inimizade
Possas tu continuar; a ti elogios ainda em andamento
Mesmo aos olhos de toda a posteridade
A desgastar este mundo até o fim do tempo.
    Então, até que no julgamento te levantes,
    Tu vives aqui, a habitar em olhos de amantes.

— Soneto 55, William Shakespeare

Original:
Not marble nor the gilded monuments
Of princes shall outlive this powerful rhyme;
But you shall shine more bright in these contents
Than unswept stone, besmear’d with sluttish time.
When wasteful war shall statues overturn,
And broils root out the work of masonry,
Nor Mars his sword nor war’s quick fire shall burn
The living record of your memory.
‘Gainst death and all-oblivious enmity
Shall you pace forth; your praise shall still find room,
Even in the eyes of all posterity
That wear this world out to the ending doom.
    So, till the judgment that yourself arise,
    You live in this, and dwell in lovers’ eyes.

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